19 de julho de 2009
Enfim, me sinto viva
Colorida;
Enfim… me sinto bem
Não estou mais deprimida
Como é bom voltar
Seja pra casa, pro lar
seja pra realidade
ou pro sonho
seja lá… mesmo que seja pro mar.
Como é bom voltar e ver
O sol nascer
Sem ter, precisar ou depender
Como é lindo dizer
assim, no presente
que eu tenho a vida pela frente
pra fazer tudo igual ou diferente.
(Marcianita Jones)
12 de novembro de 2008

O peso que cai sobre meu corpo
nessa noite tão solitária
é quase uma companhia
pruma alma tão esquecida
pelo tempo e pelo mundo
Nada muda de lugar
e se eu pensar,
quem se importa?
Gritar não adianta
o que ta preso na garganta
sai sem pressionar
simplesmente escorre
pela porta
…e o coração acelerado
que anseia uma paixão
na vida ou na arte
só encontra solidão
…e os medos de infância
voltam à tona
entram na dança
mesmo sem intenção
(Marcianita Jones)
4 de novembro de 2008
A todos aqueles que se importam, meu muito obrigada de coração, mas essa vida não vale a pena pra mim. Eu desisti depois de ter lutado contra todos os meus medos, mas eles me venceram.
Um dia nos veremos novamente.
Ana, 1879
(Marcianita Jones)

Delírio de amor platônico
atômico como bomba
que explode o coração
num misto de dor e amor
ah, que agonia delirar.
(Marcianita Jones)
1 de novembro de 2008
"vem pertinho
que eu só quero um dengo
pra poder dormir sorrindo
e sonhar com você ."
(Marcianita Jones)
Não é meu, mas mora em mim
e me faz feliz assim
feliz dum jeito louco;
louco e encantador
quando vem e me diz um pouco
de besteira com amor
seus olhos me olham
me despindo e me expondo
num ponto fraco do meu corpo
no abismo perdido no fim do precipício
e eu inicio do início
todos os meus desejos
e a vontade de ter você
comigo ou por cima de mim
pra sempre
(Marcianita Jones)
31 de outubro de 2008
Noite nova
vida velha
cansada, que parece eterna
gosto amargo do fél
numa cápsula de mel
e os mais doces sonhos
que parecem encantados
viram pesadelos medonhos
pra serem lamentados
Eu, embora viva
me sinto uma morta
nessa vida fantasma
chorando as mágoas
pra ninguém ouvir
Eu, embora eterna
Queria poder derrubar esse muro,
gritar no escuro
até explodir
(Marcianita Jones)

Meu coração poído
cansado de sofrer
parece não se importar
com minha mente
ao te querer
Meus olhos tristonhos
já sem força pra chorar
não tem coragem
nem mesmo pra te olhar
minhas mãos trêmulas
aumentando minha idade
mostram a minha dependência
de um pouco de vaidade
A vaidade que eu deixei de ter
enquanto me preocupava com você
Enquanto deixava minha vida passar
sem me importar em procurar o que fazer
Eu sei que na vida temos muitos amores
E que cada novo amor parece ser o último
E que dói mais que todos os outros
Quando você sente que tá acabando
Sem nem ter começado direito
e a gente fica pequeno
fica frágil
o mundo perde a cor
Aquele gosto especial
perde o sabor
mas a dor do amor perdido
parece eterna
parece que só ela aumenta…
só a dor no peito que quer sobreviver
em meio ao caos destrutivo de todas as sensações
e sentimentos.
Até que surge outro alguém
que você pensa que quer teu bem.
(Marcianita Jones)
Se o coração vem antes do amor, por que não podemos escolher se queremos amar?
Cadê esse livre arbítrio que todos dizem?
O amor é a pior das drogas
No começo a luz é forte e traz alegria
o mundo é colorido e cheio de fantasia
causa aquela euforia
depois de um tempo
causa dependência e esquizofrenia
destrói a vida de qualquer menino ou menina
E quando não causa overdose
o fim da viagem traz o pior dos vazios
a pior depressão
a vontade de se cortar e deixar todo o sangue do corpo sair
bem lentamente
pois você já não tem vida
nem sonhos
e nem vontade de viver
já não quer fazer mais nada acontecer
só quer morrer
pra talvez, parar de sofrer.
(Marcianita Jones)
11 de outubro de 2008

A noite é minha
e eu me sinto solitária
mesmo assim
Quando olho pro céu
e não vejo estrelas
É como se o amor
tivesse morrido pra mim
Os discos velhos na vitrola
o cinzeiro entupido de cigarros
a fumaça se espalha por todos os lados
Meus olhos secam
pois não há mais lágrima
Meu coração entorpecido
quer matar minha alma
(Marcianita Jones)